Linha do Tempo dos Hacks em Criptomoedas

LeeMaimaiLeeMaimai
/29 de ago. de 2025
Linha do Tempo dos Hacks em Criptomoedas

Principais Resultados

• Exchanges centralizadas são os alvos mais frequentes de ataques.

• O uso de carteiras quentes aumenta o risco de invasões.

• Vulnerabilidades em contratos inteligentes podem ser exploradas por hackers.

• Ameaças patrocinadas por estados estão crescendo no espaço cripto.

• Armazenamento a frio é essencial para proteger ativos digitais.

O mundo do blockchain e das criptomoedas promete transparência e descentralização, mas sua história também é marcada por uma série de violações de segurança e ataques de alto perfil. À medida que o mercado amadurece, compreender essa linha do tempo torna-se essencial — não apenas para desenvolvedores e investidores, mas para qualquer pessoa interessada no futuro dos ativos digitais. Este artigo explora os hacks mais significativos no universo cripto, seu impacto, as tendências dos vetores de ataque e as lições aprendidas, oferecendo um contexto valioso para quem deseja navegar com segurança no espaço dos ativos digitais.

Os Maiores Hacks em Cripto: Uma Visão Histórica

Colapso da Mt. Gox (2014)

O hack da exchange Mt. Gox continua sendo um momento definidor na história das criptomoedas. No início de 2014, a plataforma — que então processava a maioria das transações de Bitcoin no mundo — declarou falência após revelar que havia perdido 850.000 BTC (na época avaliados em mais de US$ 450 milhões, hoje valendo bilhões), supostamente devido a falhas de segurança a longo prazo e exploração por hackers. Essa catástrofe expôs as vulnerabilidades das exchanges centralizadas e estabeleceu um precedente para melhorias generalizadas nos protocolos de segurança da indústria. Leia mais detalhes nesta linha do tempo detalhada dos hacks de Bitcoin.

Invasão à Coincheck (2018)

Em janeiro de 2018, a exchange japonesa Coincheck sofreu um ataque que resultou no roubo de US$ 534 milhões em tokens NEM (XEM). A violação envolveu carteiras quentes comprometidas, cujas chaves privadas foram acessadas por meio de phishing e malware. A resposta rápida da Coincheck — congelando todos os depósitos e saques — não conseguiu evitar perdas significativas para os usuários. A fiscalização regulatória no Japão aumentou após o evento, forçando as exchanges a reforçarem sua segurança — saiba mais aqui.

Exploração do DAO e Fork do Ethereum (2016)

Além das exchanges, os contratos inteligentes também têm sido alvo de ataques. Em 2016, a organização autônoma descentralizada (The DAO) foi explorada em US$ 50 milhões em Ether devido a uma vulnerabilidade no seu código. Esse incidente levou a um hard fork controverso, dividindo a blockchain do Ethereum em Ethereum e Ethereum Classic. Esse episódio tornou-se um caso emblemático de governança em blockchain e das consequências de contratos inteligentes mal elaborados. Para uma cobertura abrangente, visite a entrada da Wikipédia sobre criptomoedas e crimes.

Poly Network (2021)

Em agosto de 2021, a Poly Network, um protocolo de interoperabilidade entre blockchains, foi hackeada em US$ 611 milhões — um dos maiores ataques da história da DeFi. Curiosamente, a maior parte dos fundos roubados foi posteriormente devolvida pelo invasor, destacando a complexa relação entre anonimato, negociação e ética nas finanças descentralizadas.

Hack Pós-Colapso da FTX (2022)

O colapso da FTX em novembro de 2022 abalou toda a indústria. Durante o processo de falência, cerca de US$ 477 milhões em criptoativos desapareceram misteriosamente das carteiras da FTX. As investigações sugerem que foi um ataque interno, ressaltando os riscos persistentes de comprometimento interno, mesmo com o aumento da fiscalização sobre grandes plataformas — confira o resumo completo aqui.

Roubo na Bybit (2025)

O maior roubo de criptoativos registrado até hoje ocorreu em fevereiro de 2025, quando aproximadamente US$ 1,46 bilhão foram furtados da Bybit, uma exchange sediada em Dubai. De acordo com relatórios forenses, malware foi utilizado para enganar o sistema da exchange e aprovar transações fraudulentas. Notavelmente, esse ataque foi atribuído a cibercriminosos norte-coreanos, refletindo o aumento da sofisticação e envolvimento estatal no espaço cripto. Este ataque estabeleceu um novo recorde em termos de assaltos digitais e demonstra como atores patrocinados por governos estão desempenhando um papel cada vez mais relevante nos crimes cibernéticos relacionados a criptomoedas. Saiba mais na análise da Elliptic.

Principais Tendências e Insights

  • Exchanges Centralizadas como Alvos Principais: Os ataques mais impactantes historicamente têm como alvo exchanges centralizadas (Mt. Gox, Coincheck, FTX, Bybit), explorando falhas tanto tecnológicas quanto organizacionais.
  • Riscos com Carteiras Quentes: Muitos dos ataques bem-sucedidos envolvem carteiras quentes, mais vulneráveis a invasões remotas do que soluções de armazenamento a frio.
  • Vulnerabilidades em DeFi e Contratos Inteligentes: Com o crescimento das finanças descentralizadas, também aumentaram os ataques explorando bugs na lógica dos protocolos, como nos casos do DAO e da Poly Network.
  • Ataques Patrocinados por Estados: A atribuição do hack da Bybit à Coreia do Norte evidencia a evolução das ameaças, nas quais atores geopolíticos utilizam o roubo de criptoativos como ferramenta estratégica. Para um panorama mais amplo, veja a linha do tempo de incidentes cibernéticos financeiros do Carnegie.

Lições Aprendidas e Como os Usuários Podem se Proteger

  • Armazenamento a Frio é Essencial: Manter grandes quantias de criptomoedas em carteiras frias (offline) reduz significativamente o risco de hacks remotos.
  • Auditoria e Vigilância: Os usuários devem priorizar plataformas que realizem auditorias de segurança transparentes e tenham protocolos de resposta rápida.
  • Gestão Pessoal de Chaves: Usuários que controlam suas próprias chaves privadas estão muito menos expostos a falhas em plataformas centralizadas.

O Papel das Carteiras de Hardware Seguras

À luz desses incidentes, a importância de soluções de armazenamento seguras — especialmente carteiras de hardware — não pode ser subestimada. Dispositivos como o OneKey oferecem armazenamento offline robusto, transparência por meio de código-fonte aberto e uma abordagem amigável à autocustódia, ajudando os usuários a evitarem as armadilhas que causaram muitas das maiores perdas em cripto da história.

Para quem leva a sério a proteção dos seus ativos digitais em um cenário de ameaças cibernéticas em constante evolução, adotar práticas de segurança líderes do setor e soluções de hardware confiáveis deixou de ser um luxo — é uma necessidade.

Mantenha-se informado, vigilante e sempre priorize o controle sobre suas chaves.

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