A migração de ex-usuários da FTX para a Hyperliquid

6 de mai. de 2026

Em novembro de 2022, a FTX deixou de ser uma das maiores corretoras do setor para se tornar um caso de falência em questão de dias. Centenas de milhares de usuários tiveram ativos congelados, enquanto pedidos de saque simplesmente não eram processados. Para traders que mantinham valores relevantes na FTX, aqueles dias deixaram uma lição difícil de esquecer: centralização é um risco que você nem sempre consegue enxergar.

Este artigo descreve o caminho típico de ex-usuários da FTX que passaram a usar a Hyperliquid — não como a história de uma pessoa específica, mas como um padrão de migração frequentemente discutido na comunidade. Se você viveu aquele período, ou se ainda se preocupa com o “próximo FTX”, este conteúdo é para você.

A principal lição que a FTX deixou para traders

O colapso da FTX ensinou duas coisas importantes ao mercado:

Primeiro, “grande demais para quebrar” não se aplica automaticamente ao cripto. Uma crise de liquidez pode destruir, em menos de 72 horas, uma plataforma que parecia administrar bilhões de dólares em ativos.

Segundo, saldo em conta não é o mesmo que posse do ativo. O número exibido em uma CEX representa, na prática, uma obrigação da plataforma com você. Se a corretora não consegue honrar saques, esse saldo vira uma posição na fila de um processo de falência.

A consequência direta dessas duas percepções foi que muitos ex-usuários da FTX passaram a repensar seriamente a custódia dos seus ativos — e, pela primeira vez, olharam com mais atenção para autocustódia e protocolos de trading on-chain.

Por que ex-usuários da FTX escolheram a Hyperliquid em vez de outra plataforma

Depois da FTX, a primeira reação de muita gente foi migrar para outra CEX, como Bybit ou OKX. Mas isso apenas troca uma plataforma centralizada por outra, sem resolver o problema estrutural. A Hyperliquid atraiu muitos ex-usuários da FTX por alguns motivos:

Matching on-chain e menor dependência de confiança cega. Na Hyperliquid, a negociação é liquidada por contratos e infraestrutura on-chain. A equipe não tem a mesma capacidade de uma CEX tradicional de movimentar fundos de usuários nos bastidores ou bloquear saques unilateralmente como ocorreu na FTX. A documentação da Hyperliquid também descreve a arquitetura do protocolo com mais transparência do que a maioria das exchanges centralizadas.

Funcionalidade completa para perpétuos. Muitos usuários da FTX eram traders de derivativos. A Hyperliquid oferece contratos perpétuos líquidos para ativos como BTC e ETH, além de produtos como perpétuos de ações, que lembram algumas das funcionalidades que tornaram a FTX popular. Para esse público, a mudança não exige abrir mão de tantos recursos operacionais.

Sem KYC para começar a usar. Depois da FTX, muitos usuários ficaram mais cautelosos em enviar dados pessoais para plataformas. O acesso via carteira Web3, sem necessidade de um novo processo de verificação de identidade, reduz essa fricção.

O caminho prático da migração

Após a falência da FTX, os fundos dos usuários passaram por um processo de recuperação e liquidação que pode ser longo e, em muitos casos, não necessariamente integral. Para quem consegue recuperar parte dos ativos, a primeira decisão prática é: onde manter esses fundos agora?

Um caminho comum de migração é:

Passo 1: transferir USDC ou outros ativos recuperados para uma carteira de autocustódia, em vez de depositar diretamente em outra CEX. Uma abordagem recomendada é usar uma carteira hardware OneKey como ponto de entrada para autocustódia. Com as chaves privadas armazenadas offline, você reduz de forma estrutural o risco de custódia por plataforma.

Passo 2: enviar USDC para a Hyperliquid via Arbitrum. A Arbitrum é uma das principais portas de entrada de capital para a Hyperliquid. Para detalhes operacionais, o ideal é consultar a documentação oficial da Hyperliquid antes de fazer qualquer bridge ou depósito.

Passo 3: conectar a OneKey Perps e começar a operar contratos perpétuos. Com assinatura via hardware, cada autorização de transação é confirmada no dispositivo offline. Isso reduz o risco de malware no navegador tentar capturar permissões de assinatura ou induzir aprovações maliciosas.

A reconstrução da confiança

Para ex-usuários da FTX, a migração não é apenas uma questão técnica. Ela também envolve reconstruir confiança.

A proposta “on-chain” da Hyperliquid oferece uma alternativa de confiança verificável: você não precisa depender apenas de promessas da equipe, porque as regras do protocolo podem ser auditadas e verificadas publicamente. Isso não elimina todos os riscos, mas muda a natureza do risco: sai o risco opaco de custódia centralizada e entra um modelo mais transparente, baseado em contratos e infraestrutura on-chain.

Pesquisas da Chainalysis indicaram que, após o colapso da FTX, o uso de DEXs on-chain cresceu de forma relevante, junto com a conscientização sobre autocustódia. Isso combina com o que foi observado nas comunidades de trading cripto.

Ao mesmo tempo, estruturas regulatórias como a MiCA na União Europeia passaram a exigir maior segregação dos ativos de clientes em exchanges, o que pode reduzir parte do risco de outro evento semelhante em jurisdições específicas. Ainda assim, riscos fora do alcance regulatório continuam existindo.

Nova consciência de risco: autocustódia não significa risco zero

Usuários que passaram pela FTX geralmente entendem melhor que autocustódia não é sinônimo de segurança automática. Ela devolve o controle para você, mas também transfere responsabilidades.

A própria orientação da MetaMask sobre seed phrases é clara: a frase de recuperação é, na prática, o acesso aos seus ativos. Qualquer pessoa que obtenha sua seed phrase pode controlar seus fundos.

Ferramentas como Revoke.cash ajudam a revisar e revogar aprovações de tokens, reduzindo riscos associados a permissões antigas ou perigosas. Guias de segurança da OWASP sobre phishing também explicam por que você nunca deve clicar em links de origem desconhecida, mesmo que pareçam ser uma “campanha oficial da Hyperliquid”.

Perguntas frequentes

Q1: Ex-usuários da FTX vão recuperar todos os fundos?

O processo de falência e liquidação da FTX segue seus trâmites legais, e percentuais de recuperação e cronogramas podem mudar ao longo do tempo. Este artigo não faz previsão sobre o resultado da liquidação. Acompanhe apenas comunicados oficiais do processo de falência.

Q2: A Hyperliquid pode passar por algo parecido com a FTX?

A diferença central está no controle dos ativos. Na FTX, a plataforma mantinha controle de custódia e podia movimentar fundos dos usuários. Na Hyperliquid, os ativos são acessados via carteira do usuário, e a plataforma não opera como uma CEX custodial tradicional. Ainda assim, a Hyperliquid envolve riscos on-chain, como falhas de contrato inteligente, bugs de protocolo e riscos de mercado. Nenhum protocolo é livre de risco.

Q3: Preciso fazer KYC para migrar para a Hyperliquid?

Não. A Hyperliquid funciona por conexão com carteira Web3 e não exige envio de documentos para começar a usar.

Q4: Qual é a diferença essencial entre uma carteira hardware OneKey e uma carteira de software comum?

Em uma carteira de software, a chave privada fica em um dispositivo conectado à internet, o que aumenta a exposição a malware e ataques locais. Uma carteira hardware OneKey mantém a chave privada em um dispositivo dedicado, sem expô-la ao ambiente online. As assinaturas são feitas no próprio hardware, elevando significativamente o nível de segurança da chave privada.

Q5: Qual é a diferença entre operar Hyperliquid pela OneKey Perps e usar diretamente a interface web?

A OneKey Perps mantém o acesso às funcionalidades de trading da Hyperliquid, mas adiciona uma camada prática de segurança com assinatura via hardware e uma visão de gerenciamento de posições em múltiplas plataformas. É uma opção especialmente útil para quem prioriza segurança operacional e controle de custódia.

Conclusão

O colapso da FTX foi uma das lições mais duras da história cripto, mas também empurrou muitos traders para um modelo mais consciente: trading on-chain com autocustódia.

A Hyperliquid se tornou um dos destinos naturais para esse grupo não por ser perfeita, mas por oferecer uma proteção fundamental que uma CEX não consegue entregar da mesma forma: seus ativos ficam sob controle da sua carteira, e não de um saldo interno em uma empresa.

Para transformar essa ideia em um fluxo prático, considere usar a OneKey como base de autocustódia e a OneKey Perps para acessar a Hyperliquid com uma camada adicional de assinatura por hardware. Baixe ou experimente a OneKey, conecte sua carteira com cuidado e opere apenas dentro do nível de risco que você entende e aceita.

Aviso de risco: este artigo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento, aconselhamento financeiro ou orientação legal. Criptomoedas e derivativos envolvem alto risco e podem resultar na perda total do capital. Avalie sua própria tolerância a risco e assuma responsabilidade por todas as suas decisões de trading.

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