a16z: O “Momento Super Bowl” dos Mercados de Previsão

9 de fev. de 2026

a16z: O “Momento Super Bowl” dos Mercados de Previsão

Em 8 de fevereiro de 2026 (horário dos EUA) / 9 de fevereiro, 07:30 (horário de Pequim), centenas de milhões de fãs da NFL assistiram ao Super Bowl. Mas para uma parcela crescente dessas pessoas, a “segunda tela” mais fascinante não era mais as redes sociais — eram os mercados de previsão, onde traders acompanhavam em tempo real a movimentação das probabilidades conforme novas informações circulavam entre o público.

No ensaio de Scott Duke Kominers para a a16z crypto, O Super Bowl dos mercados de previsão, o autor destaca que esse momento de atenção massiva vai além do entretenimento. Ele representa uma evolução dos mercados de previsão como um produto de informação sério: mercados que agregam crenças em forma de preços, atualizados em tempo real, cada vez mais consumidos como um feed de dados.

Para os usuários de cripto, isso é relevante porque o modelo de “contrato de evento” se encaixa naturalmente nos blockchains: liquidação programável, composabilidade com DeFi, trilhas de auditoria transparentes e alcance global. No entanto, também surgem desafios importantes — como o design de oráculos, resistência à manipulação e regulamentação — que o setor precisa enfrentar para atingir todo seu potencial.


Por que esse é um “Momento Super Bowl” — e não apenas uma tendência de apostas esportivas

Mercados de previsão existem há séculos, e iniciativas acadêmicas como o Iowa Electronic Markets ajudaram a formalizar a ideia de que os preços podem funcionar como estimativas de probabilidade. O que mudou agora foi a escala, a experiência do usuário (UX) e a inserção cultural: os mercados de previsão estão se tornando formas populares de consumir incerteza — não apenas em esportes, mas também em política, economia, lançamentos de produtos e cultura da internet.

Kominers destaca uma diferença essencial: ao contrário das casas de apostas tradicionais, que buscam equilibrar apostas para gerenciar risco, o preço em um mercado de previsão reflete uma estimativa de probabilidade construída coletivamente — já que os participantes têm incentivos constantes para corrigir preços distorcidos. Esse “incentivo para acertar” é o que faz com que esses mercados funcionem como previsões dinâmicas, atualizadas em tempo real.

Os números confirmam essa mudança. Um relatório da Crypto.com estima que, de janeiro a outubro de 2025, os mercados de previsão movimentaram mais de US$ 27,9 bilhões em volume de negociação, atingindo o recorde de US$ 2,3 bilhões na semana de 20 de outubro. (Veja Prediction Markets: The Rise of Event-Driven Finance.)

O próprio Super Bowl tornou-se um grande canal de atenção. Por exemplo, um mercado da Polymarket sobre o campeão do Super Bowl teve centenas de milhões de dólares em volume de negociação antes do jogo. (Página do mercado: Super Bowl Champion 2026 on Polymarket.)

É por isso que o termo “Momento Super Bowl” faz sentido aqui: não se trata apenas de um pico de atividade — trata-se de umamudança de percepção, em que usuários comuns começam a entender mercados de previsão como uma nova categoria de produto.


O papel da cripto: transformar probabilidades em blocos de construção programáveis e composáveis

No universo cripto, mercados de previsão não são apenas lugares para especular sobre resultados — eles podem se tornar primitivos onchain:

  • Liquidação programável: Os resultados dos eventos geram pagamentos determinísticos, viabilizando estratégias estruturadas (como coberturas, exposições limitadas, pagamentos condicionais).
  • Composabilidade com DeFi: Contratos de evento podem ser combinados com operações de empréstimo, estruturas de pagamento semelhantes a opções e gestão de tesouraria, especialmente quando a garantia é onchain (geralmente stablecoins).
  • Transparência e auditabilidade: Os registros públicos permitem analisar liquidez, posições grandes e microestrutura de mercado — útil para quem gerencia risco ou faz pesquisa.

Na prática, os designs de maior sucesso tendem a seguir alguns padrões arquitetônicos:

1) Execução rápida (com frequência offchain), liquidação confiável (às vezes onchain)

Muitos sistemas priorizam a experiência dos traders adotando execução com livro de ordens (parecido com CLOB), uma vez que esses mercados são extremamente sensíveis à latência, spreads e slippage — especialmente em momentos de grande volatilidade como o Super Bowl.

2) Stablecoins como unidade padrão de conta

Stablecoins tornam contratos de evento fáceis de interpretar: uma ação “Sim” cotada a $0,63 equivale a “63%”, e a liquidação em $1,00 (ou $0,00) é simples de entender. É por isso que mercados de previsão frequentemente aparecem nas conversas sobre “pagamentos com stablecoins” e “UX em DeFi” como uma porta de entrada para a adoção em 2025–2026.

3) Oráculos são o verdadeiro produto

Kominers aponta um desafio central: os mercados precisam validar se um evento ocorreu ou não, de modo transparente, resistente a disputas e alinhado às expectativas dos usuários. No mundo cripto, esse é o ponto crítico.

Oráculos fracos transformam o mercado em um jogo de governança e incentivos — especialmente em perguntas subjetivas (“Aquilo foi um anúncio?” “Aquilo foi uma referência?” “X ‘anunciou’ Y?”). A consequência é óbvia: os traders precificam risco de resolução, os spreads aumentam e a liquidez séria desaparece.


Os dois maiores riscos: manipulação e vantagem de informações privilegiadas

Mercados de previsão funcionam como “máquinas da verdade com incentivos” — mas apenas sob certas condições. Dois problemas aparecem com frequência:

Manipulação (curto prazo) vs. correção (médio prazo)

Um agente motivado pode distorcer os preços temporariamente — principalmente em mercados com pouca liquidez — gerando imagens e narrativas enganosas. Mercados de previsão são autocorretivos se traders bem-informados tiverem capital e acesso. Mas isso exige liquidez profunda e baixa fricção.

Participação de insiders e “desmoronamento de mercado”

Se os usuários acreditam que insiders têm acesso a informações quase perfeitas (ou pior, que podem influenciar o resultado), o valor informacional do mercado despenca. Em contextos esportivos, isso explica a importância das regras, monitoramento de integridade e vigilância de mercado — não apenas por questões legais, mas para manter a qualidade dos mercados.


Regulação não é opcional — especialmente à medida que o mercado de previsões ganha popularidade

Com a expansão dos mercados de previsão, o escopo regulatório se torna mais claro, não mais nebuloso.

Nos EUA, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) tem deixado claro que os contratos de evento entram no radar da supervisão de derivativos. A agência também tem organizado debates específicos sobre contratos esportivos, incluindo processos públicos e mesas redondas. Veja o anúncio: CFTC Announces Prediction Markets Roundtable (February 5, 2025).

Há ainda precedentes importantes de punição por contratos de eventos não registrados. Um exemplo é a ordem da própria CFTC em 2022 contra a operadora da Polymarket: CFTC Orders Event-Based Binary Options Markets Operator to Pay $1.4 Million Penalty (January 3, 2022).

Enquanto isso, venues regulamentadas buscam se posicionar com base na “clareza legal”, destacando sua postura de conformidade regulatória. Um caso exemplar está aqui: How is Kalshi regulated?.

Para desenvolvedores e usuários cripto, a lição é clara: distribuição em escala só acontece quando estrutura de mercado, conformidade e riscos de enforcement são compreendidos. O “Momento Super Bowl” atrai atenção do público — e isso também traz atenção dos reguladores.


O que usuários cripto precisam saber antes de negociar em mercados de previsão

Seja por diversão, proteção ou pesquisa, mercados de previsão não são “só mais um dApp”. Eles combinam risco de negociação com risco de liquidação.

Confira este checklist prático:

  1. Leia as regras de liquidação, não apenas o título.
    Muitos conflitos surgem de frases ambíguas. Os melhores mercados especificam claramente a fonte de resolução e tratam exceções.

  2. Entenda a garantia e o processo de liquidação.
    Mesmo usando stablecoins, os prazos de liquidação, restrições de saque e períodos de disputa variam bastante entre plataformas.

  3. Liquidez é mais importante do que parece.
    Em mercados ilíquidos, você pode estar certo e ainda assim perder dinheiro por causa dos spreads, slippage ou dificuldade de sair da posição.

  4. Trate “probabilidade” como preço, não como verdade.
    O preço de um mercado representa o equilíbrio entre incentivos, restrições e acesso — não é uma certeza absoluta.

  5. Segurança operacional é parte da estratégia.
    Se estiver usando plataformas onchain, a segurança da sua carteira, aprovações e hábitos de assinatura são tão importantes quanto sua tese de investimento.


Onde a OneKey se encaixa: autocustódia para um mundo cripto orientado por eventos

À medida que os mercados de previsão se integram ao DeFi — utilizando stablecoins, L2s e posições composáveis — mais usuários enfrentarão o velho dilema: conveniência versus controle.

Se você interage com mercados de previsão onchain (ou movimenta garantias entre plataformas), a autocustódia ajuda a mitigar riscos de plataforma. Uma hardware wallet fortalece a segurança mantendo as chaves privadas offline e exigindo confirmações explícitas para ações sensíveis, como aprovações e transferências de tokens.

A OneKey foi criada para esse fluxo de autocustódia: com suporte multi-chain, ela ajuda os usuários a separar o ambiente de navegação de risco do processo de assinatura de alto valor — uma prática cada vez mais importante à medida que contratos de eventos se transformam em instrumentos de negociação contínua e de alta frequência.


Conclusão: mercados de previsão como a nova camada informacional nativa da cripto

O Super Bowl não revelou apenas um novo passatempo — ele mostrou uma mudança de comportamento: cada vez mais pessoas querem previsões ao vivo, numéricas e negociáveis, em vez de meros comentários estáticos. A análise de Kominers para a a16z captura o ponto central: mercados de previsão são mercados, e mercados são uma ferramenta poderosa de agregação de informação em larga escala.

Em 2026, as perguntas relevantes já não são mais “será que mercados de previsão vão pegar?”, e sim:

  • Quais modelos de mercado geram sinais mais confiáveis?
  • Quais oráculos e sistemas de resolução escalam sem perder legitimidade?
  • Como a regulação vai moldar o que pode ser listado, quem pode acessar e como os contratos são liquidados?
  • Será que cripto pode oferecer o melhor dos dois mundos: acesso global e confiança verificável?

Se esse for mesmo o “Momento Super Bowl” dos mercados de previsão, o próximo passo é construir a infraestrutura — técnica, regulatória e de segurança — que torne esse novo sinal digno da nossa confiança.

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